domingo, 24 de julho de 2016

GERMANWINGS - UM VOO SEM ASAS



Fico extremamente estarrecido quando algum mal psicológico é percebido em algum ser humano, após o mesmo ter passado por testes que o classificam como normal, recuperado, qualificado, ajustado e tantos outros rótulos que a sociedade adota mediante seu tecnicismo científico. Até que ponto a subjetividade de um indivíduo pode ser mensurada? Qual a linha, tênue ou não, que indica a aptidão de um Ser para determinada(s) atividade(s)? Borrões, um diálogo franco, dinâmicas de grupo, imagens desfiguradas em que se acredita ser possível captar a essência do indivíduo pelo que se encontra nelas? Até que ponto o inconsciente permite-se revelar? Qual o CID da normalidade e, afinal, o que vem a ser um comportamento normal? Qual a mente destituída de doenças, encanações, frustrações, paranoias? Qual a medida exata do SER NORMAL? A resposta eu deixo aos mestres e doutores da psique, que estão aptos a oferecer respostas sem refletir sobre a dimensão dos riscos ou, ao menos, no tempo necessário para que essa resposta possua uma margem significativa de confiança.

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