Sinopse: Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susana Kaysen (Winona Ryder) foi diagnosticada como vítima de "Ordem Incerta de Personalidade" - uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, ela conhece um novo mundo, repleto de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas esta Lisa (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que organiza uma fuga.
Garota Interrompida é um filme americano que se passa nos anos 1960. História de uma mulher jovem, Susanna, que sofre do transtorno de personalidade borderline. Filme denso que se passa principalmente em um hospital psiquiátrico.
Susanna, personagem bordeline, oscila no tempo, entre o presente eo passado no início do filme. Após uma conversa com um psicanalista amigo de seu pai, resolve se internat por um tempo no hospital com o objetivo de descansar.
Quando ela conhece algumas internas e estabelece uma amizade, elas resolvem entrar no escritório da psiquiatra e leem suas fichas contendo seus diagnósticos, suas atividades, suas interações. Susanna passa os olhos pelas características vistas nela, como negativa, instável em relação a sua imagem, impulsiva, uma ameaça a si mesma, com relacionamentos conturbados. Diz ser exatamente aquilo, encaixar-se nos "padrões" necessários para ser "classificada" com transtorno borderline.
Como o índice de suicídio chega a 10% ou a auto mutilação ocorre normalmente, a enfermeira até a acompanha no banho, quando ela pede uma gilete para poder se depilar. Consome em algum momento um frasco de aspirina com o objetivo de se matar, porém não admite que essa era sua meta. A admissão de sua doença só acontece no final, assim como de seus sentimentos.
Em algum momento ela tem uma conversa interessante com a psiquiatra, falando de sua amizade com uma outra interna diagnosticada sociopata, se isso a fazia se sentir bem, como eram seus relacionamentos antes de entrar no hospital para pode descansar. Ela fazia o possível para manter a amizade depois de estabelecida, participando das atividades, tramando com as outras. Quebrar esse relacionamento foi difícil e só ocorre depois de uma série de eventos, como encontrar uma pessoa morta e ver realmente o que a morte significa. No final ela diz que "quando não queremos sentir, a morte parece um sonho, mas ver a morte, vê-la mesmo de frente faz com que sonhar com isso seja completamente ridículo".
Relaciona-se com um professor casado, com um outro homem e um profissional do hospital. Para ela, sexo é casual, embora questione-se sobre ser promíscua.
As convenções sociais, teorias de comportamento, enfim, o mundo que a cerca, são constantemente indagados, na tentativa de encontrar respostas e afirmações para seu próprio comportamento
Borderline significa ficar em uma linha limite entre o normal e o patológico. Quem estabelece essa linha? Se não há uma definição exata sobre o que é ser normal ou doente, como pode ter um muro construído entre esses termos? O quanto as ações dos indivíduos contra eles mesmos, de acordo com a visão dos outro, devem ser prejudiciais?
Não se encaixar em um modelo estabelecido pela sociedade da época pode ser considerado doença mental? Há momentos em que vemos uma personagem impulsiva e, até mesmo, que observa o mundo de maneira diferente das pessoas, um mundo sem tantos preconceitos sexuais como o de atualmente comparado com o dos anos 60, conservador. Será que ela era mesmo borderline? Seria apenas uma fase que estava passando? As atitudes não poderiam significar que ela não se importava com a opinião dos outros?

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